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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Sobrevivência - Episódio 3



  Esse fim de semana foi aterrorizante e cansativo, tudo que podia ter acontecido aconteceu. No sábado eu escutei um barulho muito forte, pensei que tinha sido no quintal, me arrisquei  em ir verificar, abri a porta com muito cuidado, de repente pula, de cima do muro, com aqueles olhos mortais, quase que em cima de mim, levei um baita susto que por um segundo me fez parar o coração, dei um passo rápido pra trás e percebi que era apenas um gato preto.
     Votei e fui checar a parte da frente da casa, logo percebi que o barulho vinha de um acidente que tinha acontecido, um Corsa branco tinha batido no muro da frente da casa do meu visinho, com certeza tinha atraído vários “deles” pra cá. Fui dormir, e quando acordei já era Domingo à tarde, estava tudo muito calmo, calmo ate demais. Arrisquei-me novamente a ir à frente da casa quando cheguei lá logo percebi o terrível cheiro de carne podre quando, quando olhei para o carro que havia batido percebi que o motorista (que estava morto e ainda estava dentro do carro) era o prefeito da cidade, acho que ele tentou fugir, mas não se deu muito bem, junta do corpo estavam duas dessas coisas bem famintas e não pareciam nada com aquele que havia aparecido no meu portão ha alguns dias.
  Logo eles me viram, já era tarde, e eu estava ficando sem tempo e sem luz, um deles partiu pra cima do meu portão com muita raiva (e aparentemente com fome) o outro ficou no carro devorando o cadáver, eu logo corri daquilo que quase quebrou o meu portão, catei um bastão e dei-lhe uma forte pancada na cabeça, ele caiu e parecia estar morto, depois dessa eu estava bem cansado e fui dormir.
Gabryell Cavalcante

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Sobrevivêcia - Episódio 2



Mais um dia se passou e eu não sei mais que fazer, estou escrevendo isso bem cedo pela manhã, todas as minhas expectativas está indo embora, esperanças já não existem mais, estou prestes a enlouquecer, aqui, sozinho, sem companhia, a única coisa que não me faz enlouquecer, até agora, é esse diário.
Na semana assada eu lembro que tudo isso não passava de uma  simples doença que, dizia o governo estar controlado, em três dias tudo se espalhou muito rápido, á dias eu não vejo uma pessoa que não esteja “morta”, muita gente que eu amava e que, provavelmente deve estar por ai com “eles”, e sem falar dos que estão nas mesmas condições que eu estou agora, tudo tende a piorar.
Hoje eu vou tentar sair até, no mínino, o portão da frente está tudo trancado e eu ainda tenho que procurar as chaves de casa, eu sei que estão por aqui, mas não me lembro onde. Preciso encontrar alguma coisa para me defender e potencialmente atacar algum deles.
Ontem eu li algumas revistas e um livro quase todo,  meus suprimentos estão acabando, logo terei que sair daqui e procurar mais.
Resolvi sair de casa hoje, até o portão da frente, já bastou pra ver que nesses quatro dias que eu estive em casa, totalmente trancado, a rua, o bairro, a cidade e talvez até o mundo tenha sido “tomando” por eles subi no muro e olhei para a parte baixa da rua, não havia nada nem ninguém, quando virei o rosto para o outro lado, havia duas mulheres e um homem parados na esquina, aparentemente doentes, vagavam pela rua, sem vida, sem alma, só corpo. Voltei para casa e fiquei pensando, calado, triste
Gabryell Cavalcante

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Sobrevivêcia - Episódio 1



Hoje a primeira coisa que pensei depois que o primeiro raio de luz entrou pela minha retina foi, como sair daqui em segurança e com suprimentos mas não tinha a mínima idéia de para onde ir ou o que fazer, com essas “coisas” lá fora fica difícil sair de casa ou ate pensar em fugir, essa casa não vai demorar muita para ser invadida por eles.
A cidade esta totalmente sem energia, depois das 18:00 fica tudo totalmente as escuras mas a partir as 5:30 da manhã o sol re aparece e tudo “volta” ao normal, a vida tem sido muito difícil, uma correria, medo em todos os lados, a civilização acabou, esta totalmente inútil, o governo já não existe mais, é cada um por si, prevalece a lei do mais forte.
Ontem apareceu um “deles” no portão da minha casa, batia com muita força, as portas e janelas estavam totalmente bloqueadas, parecia até que “ele” sabia que ainda existiam pessoas “normais” naquela casa, depois de três horas ele foi embora (parece que eles não se cansam, passam por horas em um movimento repetitivo e não apresentam um grão de fadiga).
O momento de mais medo foi quando tudo isso começou, a TV, a internet, e as rádios passavam poucas informações, as emissoras de TV eram atualizadas de hora em hora, notícias de um vírus e depois de ataques. Na internet o caos estava formado, notícias chegavam de todas as partes do mundo, ataques a vilarejos e cidades grandes, tudo aconteceu muito rápido, de repente o vírus estava na minha cidade, várias pessoas se contaminaram, e morreram, e voltaram como as coisas que hoje aterrorizam o mundo. 

Gabryell Cavalcante