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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Impossível? Jamais! - Contos do Adriel


Todo dia era a mesma coisa, a velha rotina de sempre. Chegava tarde do trabalho e ia para casa ler as últimas atualizações do Facebook de Roberto, o garoto que ela ama só que ainda não tinha coragem de se declarar. Às vezes perdia muito tempo pensando em coisas sem sentido, ou que não iria surgir nenhum efeito se continuasse ali tentando encontrar todas as respostas para os seus problemas.
Quantas noites sem sono, quantas lágrimas derramadas, quantos lençóis foram sujos... Tudo isso por causa de uma paixão sem explicação. Caroline tinha os olhos lindos, porém, não sabia usá-los de forma correta, preferia chorar, enquanto poderia estar numa balada pegando quem ela quisesse e tentando esquecer aquela paixão que até então era proibida.
A verdade é que não adianta em qual situação vivamos sempre iremos nos arrepender de atitudes que não foram tomadas, de momentos que deveriam ser aproveitados, foram jogados fora.
Caroline tinha mania de passar horas e horas batendo papo (pelo Skype) com uma pessoa que tinha conhecido pela internet. Ela até sentia algo, um sentimento além de amizade, mas, Jorge era o seu amor, jamais o trairia!
O tempo passa, novas descobertas, novas pessoas surgem na vida de Carol. Ela esqueceu que um dia amara Jorge até o momento em que o destino reservou uma surpresa para ela. Depois de muitos papos com Armando pela internet, e pela curiosidade de ver sua face, ele nunca mostrou o rosto para ela, ficava conversando só no chat do Skype, Caroline resolver marcar um encontro na praça central da cidade.
Chega o momento, coração acelera, as mãos começam a tremer e soar, pernas bambas e o último retoque na maquiagem... Para surpresa de Caroline, o garoto que ela ficava batendo papo até perder a nação das horas era o mesmo Jorge, sim, aquele do Facebook que se apaixonara sem saber como e por que. É claro que Carol contou tudo pra ele, né?! Dessa vez sentiu-se a vontade para expor os seus sentimentos!
Às vezes o destino é mal com a gente, mas nem sempre ele tem a mania de ferirmos, sabe?! Quem sabe a pessoa que te amará para sempre também não estará ao seu lado... Esperança e fé! 


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Um dia a gente aprende...

Oi pessoal, tudo bem com vocês? Hoje trouxe mais um textinho que eu escrevi para vocês conferirem.
Um dia a gente aprende que nosso coração quebra,
E que o tempo não pára para que você o conserte!!!
Que os beijos não são contratos e que os presentes não são promessas...
Quem sabe a vida vai mostrar os sonhos que nós perdemos...
De todas mil maneiras que eu posso ser, estou certa que só uma delas vai te agradar.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Contos do Adriel - Quando o amor fala mais alto


Não, aquilo não podia estar acontecendo. Eu pensava que a aquela amizade não fosse acabar assim. Sabia que cedo ou tarde meu coração iria se entregar de vez e confessar tudo, gritar para o mundo inteiro que o meu amor era verdadeiro, mas, o destino se intrometeu e fez questão de destruir os meus sonhos.

Tinha planejado o nosso futuro. Além disso, sabia que Carol seria minha amiga para sempre. Só ela me entendia, dava conselhos, brigava, castigava no momento certo... Mas, porque logo agora os meus planos foram frustrados?

Conheci Caroline há 04 anos. Logo que a vi, percebi que seria seu amigo para sempre. A primeira conversa foi esquisita, mas foi mágica. Eu tinha vergonha de conversar com uma pessoa tão linda e perfeita. Sabe quando você fica bobo quando admira algo? Pois é, eu ficava desse jeito... Sem reação nenhuma.

O tempo passava e a única coisa que eu sabia, era que Carol seria minha amiga. Ela era popular na faculdade, mas eu não me importava. Queria apenas a sua amizade. No fundo, eu sabia que eu não gostava dela. Almejava apenas conseguir status e amizades importantes. Isso era o mais importante!

Aos poucos, consegui firma uma grande amizade. No entanto, minha consciência pesou. Eu sabia que era errado, mas não podia posso fazer nada. Ninguém se importava comigo. Julgavam-me por se pobre, não ter roupas de grifes, tampouco viajar, nas férias, para lugares fora do país. Sempre fui revoltado com isso. Com a Carol foi diferente. Eu não sentia raiva dela, ao contrário, gostava a cada dia do seu jeito de agir e pensar.

Carol sempre foi honesta, apesar de rica sempre deu importância aos pobres. Eu sabia que ela não merecia minha amizade.

Eu morava numa favela. Não tinha dinheiro para comer. Só estava na faculdade porque ganhei uma bolsa, senão hoje estaria roubando. Sempre sonhei em ser médico. Mas, minha condição financeira apontava que sempre seria um pobre, morto de fome.

Passei um tempo sem ir à faculdade. Não agüentava mais ser caçoado. Quando eu chegava ao portão todos me chamavam de idiota, mendigo, pobre... Nomes que nenhuma pessoa gostava, e admitia, que alguém a chamasse. Para minha alegria, Carol me defendia.

- Vocês não têm outra coisa pra fazer a não ser fazer graçinhas idiotas com o Edson? – dizia Carol

- O que foi? Agora vai virar Princesa dos mendigos? Cuidado, você pode virar uma gata molambenta igual a esse aí! – afirmou Gustavo, o filho do prefeito.

Diante dessas situações, o que me restava era apenas desistir do meu futuro.

No dia do meu aniversário, ganhei um buquê de flores. Não precisa explicar de quem foi, né? Se você pensou na Carol, acertou!

Nunca pensei que alguém se lembraria de mim, tampouco do meu aniversário. Ficou muito agradecido. Jamais me esquecerei daquele aniversário!

Convidei Carol para entrar na minha casa, que ficava no Morro do Seu José, a 20 km da cidade. Ela aceitou. Ficamos conversando horas e horas, até que ela veio com a notícia de que tinha uma doença séria. Fiquei boquiaberto. Não sabia o que dizer.

Minha amiga tinha leucemia. A doença estava avançada. Ela necessitava urgente de alguém compatível com o sangue dela, o+, mas até o momento não encontrará ninguém! Depois de ouvir isso, fiquei muito feliz. Meu sangue era o mesmo que o dela.

No mesmo dia, fomos de imediato para o hospital. Fiz a doação de sangue e logo a transfusão de sangue foi feita. Tudo ocorreu bem.

Depois de recuperada, Carol queria conversar comigo. Eu confessei para ela o porquê de querer ser amigo dela. Ela ficou em estado de choque, mas entendeu minha posição. Porém, ela não queria mais me ver. Disse que jamais me perdoaria. Uma linda amizade estava terminando.

Não adianta sermos bonzinhos sempre. Nesta vida, sempre se sai bem quem é esperto. Eu “salvei” a vida da Carol, mas mesmo assim ela não me perdoou. É assim... Nós aprendemos  com os nossos erros.

Hoje, Carol está curada. Não me dá bola. Mesmo assim eu sou feliz, pois sei que salvei a vida dela, e jamais queria fazer algum mal para ela!


                                                           by:Adriel Christian